É, to ficando meio sem criatividade para nomear os post, sorry :p
Também estou ficando sem tempo para escrever. Aqui ou as coisas são muito lentas ou muito rápidas: uma hora você morre de tédio, na outra não tem tempo nem de respirar.
Bom, vejamos os acontecimentos da semana: na verdade eu não lembro. Acredito que durante a semana não aconteceu nada de especial, só de casa para a empresa, da empresa para a casa e no meio do caminho uma passada básica no supermercado, afinal de contas, preciso comprar o miojo nosso de cada dia rsrsrs.
Bom, falando de mercado, acho que vou comentar um pouco sobre a alimentação daqui. Eu almoço na empresa, então é comida indiana de segunda a sexta: uma marmita com 5 compartimentos diferentes:
1) dahl: esse negócio é um caldo apimentado para colocar no arroz para temperá-lo – eu não consigo nem olhar pra cara desse dahl, é mais xexelento que kebab!
2) arroz: normal, sem cebola ou alho, mas pelo menos tem um salzinho ¬¬
3) qualquer legume cozido ao estilo indiano, ou seja, com muuuuuuito tempero, geralmente vem batata, ervilha, grão de bico, lentinha, repolho..
4) ruti: é tipo um pão sírio bem maleável que a galera aqui usa como “colher” pra comer os legumes. Isso mesmo: corta um pedaço dessa “paqueca” usando apenas a mão direita e utiliza esse pedacinho para pegar os legumes e colocar tudo na boca
5) um salgadinho tipo aqueles de isopor daí, só que sabor óleo de fritura ao invés de queijo (digo chulé rsrsrs) e com cores esquisitas como laranja e rosa. É a parte mais alegre do dia, a hora de comer os salgadinhos gordurosos hahahaha.
E esse é meu almoço! É, você está sentindo falta de alguma coisa, tipo uma salada crua e proteína de origem animal? EU TAMBÉM!!! AAAAAAAAAAhhhh! O povo aqui no estado de Gujarat é suuper vegetariano, nem ovo eles comem direito! E a pior parte pra mim é ter que comer com a mão direita e usar uma colherzinha de plástico pra comer o arroz. Poxa vida, almoçar de colher,, eu não sou mais criança, hunpf!
Depois do almoço dá aquela fome (principalmente pela falta de proteína animal), daí é hora de ir ao supermercado que fica no 1º andar do escritório e comprar o chocolate!!!
Na hora da janta eu geralmente faço um miojo básico e incremento com uns vegetais e ovos e como umas uvas de sobremesa
Durante a semana é esse sofrimento, mas no fim de semana a gente chuta o balde: subway, mc donalds, sorvete...
Bom, chega de falar de comida, agora é hora de contar os acontecimentos do fim de semana!!!
Sábado fomos a uma vila a 1h de carro daqui de Baroda para trabalhar num projeto de uma das meninas da aiesec para divulgar os 8 Objetivos do Milênio lançados pela ONU para mudar o mundo. Cada um dos trainees tinha um objetivo e tinha que fazer uma performance teatral dele. O meu era o 2º objetivo “Educação básica de qualidade para todos”, daí encenamos o cotidiano das pessoas da vila: uma mulher varrendo o chão (aliás, eu não sei porque eles varrem, a poeira que chega do deserto não vai embora de jeito nenhum hahah), um indo buscar água, a outra lavando roupa.. aí eu ia até cada um, falava pra eles pararem de fazer o que estavam fazendo e dava um livro pra cada um e os levava para a escola ;)
Quando chegamos na escolinha da vila, fomos recepcionados pelas crianças, foi uma festa só! Para a gente pode não fazer muita diferença, mas a nossa visita na vila com certeza marcou a infância dessas crianças. Elas nos acompanharam o tempo todo enquanto divulgávamos as apresentações e depois fizemos um teatro itinerante pela vila. Foi super cansativo chegar lá, especialmente pelo calor de 41°C e 0% de umidade relativa do ar, mas foi gratificante ver a alegria do pessoal em receber visitas. Até jantar nós comemos nas casas dos moradores!
Bom, domingo de manha (ah, as manhas aqui começam bem mais tarde, tipo pra gente quando é 9h e você vai fazer suas coias, tipo vai no mercado e talz, aqui é as 11h) os outros trainees foram pra um resort usufruir das piscinas e eu preferi fazer outra coisa... fala sério né, que eu ia ficar torrando embaixo de um sol de 41°C vestida com bermuda e camiseta ao invés de biquíni hahahaha.
Acabei indo no museu municipal com um amigo meu. O interessante é que aqui na Índia existem preços diferenciados pra indianos e para estrangeiros. Me falaram que o Taj Mahal é 1000 rúpias pra estrangeiro e 30 pra indiano, ou algo do tipo. Pois bem, esse museu é 200 rúpias pra estrangeiro e 10 pra indianos. Como eu tenho cara de indiana, meu amigo falou pra eu ficar quieta e não falar nada em inglês que ele ia comprar o ingresso de indiana pra mim, e não é que deu certo?!! Hahahah to rindo até agora das 190 rupias que eu economizei, dá pra ir no Mc Donalds!!!
O passeio no museu foi bem rápido – quem me conhece sabe que eu consigo ficar horas num museu sem perceber que passou tanto tempo. Tem um pouco de tudo nesse museu: desde múmias, a arte chinesa, taxidermia (inclusive um tigre que um rei matou por aqui), presas de um mamute, quadros europeus da época do renascimento... só faltou um cantinho pra arte americana lá
Moral da estória: Luiza, fica quieta e não fala nada que você passa por indiana!