domingo, 11 de março de 2012

O Primeiro passeio e viagem

Depois do feriado da 5ªf (Holi), tive que trabalhar na 6ª (e mais um episódio da novela do Registro de Estrangeiro – sobre esse só vou escrever quando estiver concluído). No sábado fizemos nosso 1º passeio turístico pela cidade. Entenda: trabalhar de 2ª a 6ªf das 10h as 19h não deixa muito espaço na agenda para fazer outras coisas, especialmente quando tudo aqui só abre depois das 10h e alguns lugares não abrem no domingo.

Começamos o passeio indo ao Lukshmi Vilas Palace – provavelmente uma das maiores residência privadas da Índia. É um complexo construído em 1890 para a família dos marajás Gaekwad e hoje ainda é a residência dos herdeiros dessa família real, portanto só algumas alas são abertas a visitação e lá dentro não pode tirar fotos por questões de segurança. O palácio é composto por 4 partes: um templo hindu, um templo de uma outra religião daqui da índia que eu ainda não consegui entender o nome, uma igreja cristã e uma mesquita islâmica – assim como toda Índia que é composta por essas 4 partes. O interior do palácio é legal, mármore pra tudo quanto é lado, ouro, espadas, animais empalhados.. o de sempre né. O bonito mesmo é a arquitetura do lado de fora.

Saindo do palácio, um dos meninos da aiesec nos ligou pra saber se queríamos ir a uma cachoeira a 30km da cidade de Baroda onde estou – claro né, pra gente tudo é festa. O pessoal alugou um carro e lá foram eu e mais alguns outros trainees atrás dessa cachoeira. Foi bem diferente sair do ambiente urbano e ir para o campo daqui.

A pobreza é muito mais evidente, mas em compensação o clima é mais agradável por que tem menos poluição. Outro fator interessante que eu achei foi a qualidade das estradas com muito menos buracos que no Brasil, mas talvez seja porque ainda não estamos na época das chuvas.

Passamos por fazendas, vilas pequenas, campos de milho, animais soltos na estrada como galinhas, vacas, cabras, búfalos... As construções são tão precárias que eu não sei como que eles fazem na época das chuvas com os telhados de palha.

Enfim, chegamos no local da cachoeira umas 2h depois de sair de Baroda. 2h para 30km? Não, o lugar era muito mais longe do que 30km, o que nos leva a moral da estória de hoje. Lá ainda tivemos que subir numas pedras – pra alegria do meu dia: EU ODEIO ANDAR EM PEDRAS!!!!! Nunca, jamais me convide para fazer uma trilha hahahaha. Enfim, chegando lá em cima, com o coração quase saindo pela boca, adivinha só: não tinha água na cachoeira ¬¬ Do jeito que as coisas tão secas por aqui, não tem água nem na minha casa, quem dirá na cachoeira né rsrsrsrs

Mesmo assim foi bem agradável ficar no gramado lá em cima, curtindo o final da tarde com o pessoal da aiesec compartilhando as danças de cada comitê. A volta foi bem mais tranquila porque não envolveu pedras soltas pelo caminho. Até gravamos um vídeo sobre a viagem hahaha.

O dia foi bem inesperado porque saí de casa sabendo que ia passear num castelo e voltei de uma cachoeira sem água – e está é a a Increditable India!

Moral da estória: as distâncias na Índia são mais longas: 30km se tornaram uns 75km no final das contas!

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