Primeiramente não me xingue, eu sei que faz tempo que não
escrevo... também faz tempo que não durmo direito, não trabalho direito, só
como direito rsrsrsrs. Digamos que o coração está me controlando mais do que a
razão. É , isso mesmo, para bom entendedor, meia palavra basta!
Mas aproveitei um fim de semana de “solteirice” e fui a
Mumbai (antigamente conhecida como Bombay) de trem com os outros trainees que
moram comigo. Foi minha primeira viagem de trem na Índia e uma coisa é fato:
estação de trem aqui é para as pessoas de estômago forte, os fracos não
sobrevivem.
Viajar de trem na Índia é muito barato se a pessoa opta pela
classe mais barata: ela é tão barata que mal te dá direito a um assento! As
outras classes porém (3ª, 2ª e 1ª classe) são extremamente confortáveis: ar
condicionado, camas com lençóis limpos e refeição. Viajamos na 3ª classe numa
cabine com 8 camas, ar condicionado, água, refeição e a viagem de ida e volta,
comprada 2 semanas antes por uma agência de turismo custou em torno de 1500
rupias, ou simples R$45,00! Super barato!!!! Para ir, saímos de Baroda as 3:40 da
manha e chegamos lá as 8h40. Acho que foi uma das minhas melhores noites de
sono aqui por causa do ar condicionado e do cansaço.
Chegando lá, outra coisa para estômagos fortes: pegar o
ônibus circular para ir da estação de trem até o hotel, que era perto do
Gateway of India! Acho que sou muito brasileira nesse sentido, sinto falta das
catracas, do cobrador sentadinho na cadeirinha dele. Aqui o cobrador fica
andando pelo ônibus, perguntando onde você vai para calcular a tarifa. Enfim,
chegamos a esse lugar e WOW!!! Super lindo! Lembra o Arco do Triunfo em Paris,
só que a beira-mar para recepcionar os reis que vinham visitar a Índia.
De lá, mais uma vez força no estômago: pegar uma barca para
ir para a Elephanta Island. Isso, se andar de trem e ônibus circular não fosse
o suficiente, pegamos 1h de barca no mar arábico para chegar nessa ilha e ver
um dos patrimônios da UNESCO, um conjunto de templos cravados em cavernas,
datados do século VII. Valeu muito a pena ir até lá, e a barca foi 130 rupias,
quase R$4,00 para ida e volta! C’mon, com 4 reais eu não vou de Cubatão a Santos
de circular rsrsrsrs.
Na volta fomos fazer o check-in no hotel e outra boa surpresa:
reservei o hotel baseada em algumas recomendações via facebook, mas não tava
botando muita fé porque foi o lugar mais barato que a gente achou! Achei que
seria o maior pulgueiro da história e quando chegamos lá, o lugar era super
jeitoso! Limpo, novo e com europeus andando semi-nus no corredor para a alegria
da mexicana! Uma diária saiu por R$13,00 cada um :D
Depois do check-in, descansamos um pouco e fomos desbravar
Colaba em busca de um lugar pra jantar e encontramos Leopolds Café! Aaaaah que
alegria! Cerveja e carne – de búfalo, mas mesmo assim melhor do que suco e
frango né galera rsrsrsrsrs. Depois do Leopolds fomos a um bar dentro de um
hotel de luxo, mas a pobreza só permitiu beber 1 copo de bacardi com Pepsi, mas
o lugar era chic!
Depois fomos andando pela Marine Lane, também conhecido como
Queen’s Neckless: um calçadão com bancos para sentar com vista para o mar!
Finalmente vi alguma coisa que parecia familiar: as ondas batendo nas rochas, o
cheiro de água salgada.. foi uma recarga nas energias. Depois disso pegamos o
taxi e voltamos para o hotel.
Ao acordar no domingo de manha uma surpresa: chuva!!! As
monções chegaram!!!! Foi a primeira chuva de verdade que a gente viu! Durou 1
hora mais ou menos, foi o tempo de tomar banho e café da manha para sair. Queríamos
ir ao Museu de Mahatma Gandhi, é isso mesmo, queríamos, foi um tanto complicado
chegar lá: pegamos um ônibus que deveria parar perto, mas depois de uma meia
hora descobrimos que não ia chegar nem perto do lugar, daí descemos e pedimos
para um taxi levar a gente. Depois de toda negociação de preço e explicar que queríamos
ir lá, o cara levou a gente de volta pro lugar onde pegamos o ônibus, ele só
entendeu museu, e não Gandhi museu!!!
Esse outro museu é de arte, seria interessante visita-lo, mas para estrangeiros
o ingresso era 300 rupias (9 reais). Ta, eu sei que não é muito, mas a grana já
tava curta e ainda tínhamos que almoçar e pegar outro transporte para a estação
para voltar de trem para Baroda, então decidimos não ir a esse museu e fomos atrás
de outro taxi para ir ao Gandhi Museu.
Enfim achamos o Gandhi Museu! Está localizado numa casa que
ele usava como escritório quando estava em Mumbai, tem até uma pequena
biblioteca lá. É definitivamente um passeio que vale a pena! E de graça :D
De lá fomos de taxi a Bandra, outra área nobre de Mumbai! Almoçamos
no KFC – éeeee, frango frito galera! Depois tivemos que fazer uma parada
estratégia na loja de bebidas – ta, deixe-me explicar o motivo: eu moro no
estado chamado Gujarat e aqui álcool é proibido para os indianos, e os
estrangeiros podem comprar cotas semanais, desde de que paguem pela licença.
Como estávamos em outro estado que a bebida é liberada, tivemos que aproveitar
a oportunidade: 2 vinhos e 1 rum contrabandeados para Baroda :D Ta, eu sei que não
fiz uma boa ação porque economizei no museu para comprar bebida, mas queria ver
você nessa situação :p
Da loja de bebidas paramos num café para a sobremesa – torta
de limão com cappuccino gelado (que dia feliz!) e na hora de ir para a estação
de trem, chuuuuuva de novo! Pegamos o taxi, chegamos na estação e esperamos 30
minutos para pegar o trem de volta. Nesse trem ofereceram tanta comida que
chegou um ponto que eu fiquei desconfiada se tudo aquilo tava incluso no preço
da passagem: 1l de água, sanduíche, café, sopa e depois o jantar: frango,
arroz, salada, yougurte.. e para sobremesa sorvete! Foram quase 6h comendo de
lá até aqui rsrsrsrs.
Enfim, o passeio foi muito bom, pena que foi curto. Adorei
as 2 áreas de Mumbai que eu conheci (Colaba e Bandra). Talvez eu não vi a
realidade da cidade porque fiquei na área nobre, mas do mesmo jeito a cidade
entrou para a minha lista de lugares preferidos no mundo!
Moral da estória: é, acho que posso morar em Mumbai!
Nenhum comentário:
Postar um comentário