Eu queria de verdade tentar escrever no blog pelo menos 1 vez por semana, com o resumão dos acontecimentos, mas essa semana foi complicada – e acho que acumulei todo o cansaço e hoje estou morrendo aqui no serviço. Então se você notou alguma diferença no meu modo de escrever hoje, parabéns! Você me conhece bem!
Ok, ultimo relato foi a cachoeira sem água, nice! Vejamos o que aconteceu depois disso..
Na 2ª feira finalmente mudamos de casa! A casa antiga estava ficando pequena para acomodar todos os trainees (e sem água 24h por dia ¬¬). É meio chato arrumar as malas de novo, principalmente porque agora tinham as coisas que foram compradas aqui, como papel higiênico, comida.. Enfim, empacotados tudo e lá vai a procissão de rickshaws pelas ruas de Baroda porque pelo tamanho das malas, cada um precisou de um triciclo sozinho. O apartamento novo é lindo, novíssimo, com 2 banheiros completos: chuveiro e vaso sanitário (olá, te amo!). Pena que esse apto não tem cozinha montada, então o menu da semana foi sanduíche de queijo com tomate, cebola, pepino, repolho e batatinha frita sabor cebola e creme – e é o que tem pra hoje!
O legal desse apartamento novo é que é suuuper bem localizado e a gente até já aprendeu a caminhar pra chegar no serviço ou pro mercado. Nesse apto estavam os trainees que vieram para trabalho volutário: 1 taiwanesa, 2 japoneses, 1 alemã, 1 italiana, 1 russo e os 2 brasileiros. Finalmente achei um lugar pra lavar minhas roupas: aqui não é um tanque como nas áreas de serviço brasileiras, é um quadrado no chão que a mulherada tem que se agachar pra lavar as roupas. Eu como boa caiçara limpei o lugar e sentei na água igual a uma pata pra lavar as roupas! Foi um momento muito feliz porque o sol tava quente nas costas e eu brincando na água :D
Mas o mais legal foi finalmente conhecer a Brena e o Gabriel: 2 brasileiros que chegaram aqui umas semanas antes de mim e me receberam suuuuuper bem! O Gabi até arrumou a minha cama – por cama entenda um colchonete no chão, mas foi colocado com carinho hhahahaha. Pena que eles tiveram alguns problemas e foram embora da cidade antes do planejado :( Chegamos a ter uma conversa massa comparando a índia com o Brasil sob o ponto de vista de Brasília (Gabi) ,Salvador (Brena) e Santos e chegamos a seguinte conclusão a pergunta: “Por que Índia?” “Porque no Brasil o voto é obrigatório” ahahahaha
Não vejo a hora do Ravi chegar aqui também (outro brasileiro que vai trabalhar comigo na mesma empresa) pra poder adicionar um tempero mineiro a essa salada. Essa é uma parte interessantíssima de intercambio: além de conhecer a índia, acabo conhecendo mais da cultura dos outros estrangeiros e até dos próprios brasileiros que estão aqui também. Oks, parágrafo sem nexo, mas achei importante ressaltar isso.
Continuando a semana, ao meio de despedidas (os brasileiros, a taiwanesa, o russo e os japas), fomos nos acostumando com o apê – até fizemos o faxinão no sábado de manha. O apê antes tava ocupado por asiáticos e digamos que chineses tem padrão de limpeza diferente dos latinos.
Sábado a noite fomos a uma festa na casa do presidente do comitê da aiesec aqui. Ele mora com a família e a festa foi no terraço da casa e adivinha: não podíamos fazer barulho meia noite porque a vó dele tava dormindo! Aff, nem preciso falar né! Sou da seguinte opinão: se é pra fazer uma festa, que seja uma festa caramba! Vira homi hahahaha. Como a festa miou por causa de não poder fazer barulho, migramos para um outro lugar e aí sim foi divertido – graças a mexicana que trouxe uma garrafa de tequila!
Aí domingo, aquele calor do cão (de verdade, tava uns 40ºC e ainda vai ficar pior) fui a pé no supermercado comprar água, mas antes parei pra tomar um drink de gelo e suco de lichia – é bem raro ver alguma coisa beeeeem gelada por aqui, então eu aproveito as oportunidades uahsuhasuhas. Aproveitei e comprei uma mochila pro notebook por 300 rúpias \o/. Voltei do mercado e fui no Mc Donalds comer um Mc Chicken duplo, com queijo (que aqui é extra) por 175 rúpias, ou algo em torno de R$5,75.
Depois do bandeco diurno foi hora da soneca e preparar para mudar de casa de novo! Foi nos passado que a casa era maior, com móveis e seria melhor pra gente ficar lá.. e lá vai a procissão de rickshaw de novo. Chegando lá a casa não era assim uma Brastemp, nem pra Consul, nem Continental... Digamos que a casa era ótima pros padrões indianos, mas pra gente era abaixo da linha da miséria, principalmente pelo fato de não ter chuveiro e um dos banheiros ter uma latrina ao inves de vaso sanitário – really!
Após a confusão toda porque não queríamos ficar naquela casa de jeito nenhum, voltamos ao apartamento, que não sei por que, ficou tão lindo e confortável! Eu não me estressei tanto com a situação: realmente foi um problema de comunicação e definição de conceitos do que é melhor ou pior entre a cultura indiana e a cultura internacional: de que vale uma casa maior se não tem um trono no banheiro para eu reinar? Hahahahaha
Moral da estória: não dá pra confiar nos conceitos de melhor/pior na Índia!
Boa Luiza....o troniho eh essencial.....vc soh falou da habitação....quero saber mais sobre festas...comidas....homens....etc...etc
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